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Os Animais são apenas objectos.

por Incrivelmente Insólito, em 28.04.18

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Muito se fala agora dos animais e dos direitos dos animais. Eu também tenho o direito de opinar. Haja liberdade para dizermos o que queremos dizer. Não gostaram muito do 25 de Abril? Então tomem lá e chupem.

 

Lá por Coimbra dizem que aquilo anda aceso. Ora é a briga das Garraidas em que uns aprovam e outros não, ora é os Doutores a discutirem que dar direitos aos animais é retroceder no processo civilizacional, enfim, um mundo de opiniões e de perca de tempo, que por vezes acho que nos esquecemos muito dos problemas reais que temos, para nos estarmos a preocupar com seres sencientes, logo, que sentem dores como nós e que sofrem como nós, mas, já lá vamos... Ora essa agora, termos de dar direitos aos bichos. Eles existem é para espancar, para tratar mal, para nos sentirmos superiores que nem machos quando batemos nas mulheres depois de chegarmos a casa podres de bêbedos bem ao estilo do labrego que vai às putas e trabalha unicamente para sustentar a fêmea que ficou em casa a fazer a comida para o machão que muitas vezes já nem levanta a pila. Isto é que é o sentido bom da vida.

 

Então não é mais interessante por exemplo discutirmos futebol? Não é mais interessante discutirmos os milhões que são pagos pelos jogadores de clube para clube? Não é mais interessante preocupar-nos com as quotas mensais dos clubes para irmos ver jogadores que ganham milhares a correr atrás de uma bola quando depois vamos para casa e nem xêta temos para comprar comida para por no frigorífico e sustentar os filhos? (eles que se lixem que já tem idade para trabalhar e deixar a maminha) Ora essa agora perder tempo com animais quando temos estas coisas tão bem mais importantes e que nos dão aquela sensação de sermos úteis na sociedade.

 

É como as touradas! É como as garraidas. Então mas estão os toureiros a mandar fazer aqueles vestidinhos todos pink cheios de lantejoulas que se metem pelo rego do ânus acima que nem bichas depois de levarem no buraquinho, então estão eles a gastarem esses dinheiros nossos, públicos, dinheiros que lhes damos em formato dos impostos que pagamos, impostos esses que depois gentilmente o nosso amado governo lhes oferece uns milhões para as roupinhas e adornos cheio de pedrinhas e panasquices, e nós estamos agora a preocupar-nos que os touros estão a sofrer? Ora essa! Termo-nos de nos preocupar com o sofrimento e a dor de um touro, que segundo consta até nem sentem dores (ouvi dizer) e que provavelmente até gosta de ali estar. Vocês criticam mas não sabem se o Touro consentiu estar ali e se aquilo é uma espécie de acordo que foi feito entre o toureiro e o Touro, porque senão fizessem esse acordo de andarem ali nas lides o Touro, extingue-se, Ora então para não se extinguir, o Touro, está ali de livre vontade para que a raça dele não acabe. Portanto metam-se na vossa vida e deixem lá os toureiros, que apenas estão a preservar uma espécie que pode muito bem ser extinta caso a maminha deixe de dar leite.

 

Eu cá acho custe a quem custar que isto dos direitos dos animais é uma banhada que nos andam a dar. No tempo dos Romanos também se atiravam pessoas aos animais, o que era super divertido, ver ali pessoas de braços e cabeças arrancadas, sangue por todo o lado, coisa que não deve doer nada, afinal são só uns arranhões, (tal e qual como com os touros) e as pessoas não se iam queixar para as redes sociais de seguida como fazem agora, portanto acho que esse ritual também deveria de voltar, e depois meter-mos estas pessoas que acham que os animais não tem direitos alguns e que são simples objetos, para dentro das arenas e os leões lhes comerem a tomatada, porque afinal o que aqui se quer é manter a cultura de há centenas de anos custe o que custar.

 

Incrivelmente Insólito

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publicado às 21:44

O IKEA é que está a dar.

por Incrivelmente Insólito, em 16.04.18

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Fui ao IKEA. Tenho de vos confessar que foi uma excitação. Senti-me tão excitado com tamanha revolução de pessoas ali todas juntinhas que nem uma orgia numa casa de put@s, que acho que quando saí da lá vim com a cuequinha molhada. Ora era encontrão daqui, encontrão dali, roçadela de acolá, que as vibrações ficaram ao rubro. Se tivesse lá estado mais tempo acho que ficava de esperanças só de me tocarem, que nem uma virgem do paraíso. Vontades à parte de desatar à chapada a toda a gente, ainda consegui tirar por ali umas radiografias da grande maioria dos tipos de clientes que ali deambulam, e que, como não têm mais nada para fazer em casa, vão chatear os cornos dos outros que andam a fuçar para ganhar algum.

 
Vi por lá os que realmente vão dar lucro àquilo. Existem pessoas que vem o monstro das mobílias como um templo onde adoram o seu Deus. Eles andam por ali a vaguear de papelito e lápis na mão, a tirar notas dos corredores, onde estão as coisas que vão levar para casa. Babam-se. Derretem-se a imaginar e a discutir de fita métrica em punho como vai ficar mais aquela mobília linda lá em casa. Nem que ela não dure muito, mas não importa... Voltam lá outra vez e compram outra. Afinal quem é devoto de Deus volta sempre à Igreja. Ali é assim também. Mesmo que alguma coisa não funcione, que falte algum parafuso, eles estão lá novamente no próximo mês a fazer projectos e a f&@€@&der os cornos dos funcionários que já nem os podem ver nem pintados de ouro.
 
Depois existe os que não compram grande coisa, mas também compram. É assim, o dinheiro não chega pra tudo mas, tem de se fazer umas compras para não se andar a fazer figuras ridículas e dar uma de pobre e de que não tem nem um tostão para mandar cantar um cego. Ora lá andam de saco amarelo ao ombro, saco volumoso, onde cabe meio mundo e a outra metade, mas lá dentro bóia um conjunto de 6 copitos para a cozinha e um quadro de armação branca que fica como o arco do triunfo ao fim de um mês, tal não é a qualidade. O que interessa nestes é mesmo só chatear e principalmente dar assim um ar novo à decoração. Abrir, desarrumar, dar uma de muito potencial para comprar tudo, mas dentro da mala trazem a bucha de casa para comer, porque se comem lá na restauração, pelo menos os copos tinham de lá ficar. É que o cartão de crédito, já tem algum saldo disponível, porque já pagaram a última prestação, mas como só pagam o valor mínimo de 10% todos os meses e gastam logo o que podem a seguir, nunca conseguem ter mais que um plafond de 25 euros. A vida custa caneco.
 
A seguir dei com aqueles que não compram nada. Nada é nada mesmo. Andam ali caladitos, olham para os preços que até são muito baixos, mas como se lembram que estão a dever o cartão de crédito e que tem as prestações 6 meses atrasadas e arranjaram maneira de meter combustível a ferros, para ir para ali passar o tempo, nem se atrevem a usar saco nenhum. Portanto estes não precisam de saco. Os sonhos não precisam de saco. A imaginação não precisa de saco. Eles estudam a coisa, imaginam que aquela taça em vidro pintado até ficava bem lá na mesa da cozinha, mas como o orçamento está mais careca que o pai natal, entretém-se mesmo só a desarrumar. Os mais atrevidotes e zangados de não poderem comprar nada, ainda se atrevem a chamar o funcionário, para perguntar por uma peça que não vêm em lado nenhum, e que saiu de venda há 6 meses, só para terem o prazer de dizer, “há e tal assim não quero, eu queria era mesmo essa”.
 
Mas os top top são mesmo os últimos que eu vi por lá. Os que não compram nada na loja e só lá vão para comer. É assim, não é todos os dias que enfardamos que nem uns porcos, 20 almôndegas a 2 euros e meio... Por isso tem de se aproveitar. Fazem fila que parece as finanças no último dia de entrega do IRS só para aproveitar os menus ali todos espremidinhos até à última gota. E ainda por cima levam as crianças, porque mete-los a enfardar menus infantis com preços reduzidos, pode ser que com um bocado de sorte eles nem queiram jantar e poupa-se no material que está no frigorífico lá em casa. É vê-los todos felizes a empurrar os carrinhos de comida, cheios que transbordam, como quem foi ali saciar a fome no meio das compras, que não existiram, pois o cartão refeição, infelizmente, ainda não paga móveis.
 
Isto é uma maravilha, mas enquanto eu me lembrar destas ajuntamentos de família no santuário dos móveis, não vou lá meter os pés. Espero não ofender ninguém com o que escrevi aqui, mas se alguém se sentir ofendido, é  porque encaixa num destes perfis tesos que aqui mencionei. Se por acaso se se identificarem naquele perfil de quem compra tudo, também não vos dou os parabéns, porque não tarda nada estão mesmo a ter que gastar mais dinheiro, pois a mobília ao primeiro peido que atirem, vai-se dilatar que nem as vossas tripas quando acabam de comer arroz de feijão.
 
Já que a semana passada fui à missa e muitos não entenderam a aventura da maneira que eu queria, desta vez experimentei outra casa, só não foi a do Senhor. 
 
Fui.
 
Incrivelmente Insólito
 

 

 

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publicado às 01:23

Ontem fui à missa

por Incrivelmente Insólito, em 10.04.18

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 Podem não acreditar, mas sempre fui católico. Acho que posso dizer que sou católico. Sou batizado, fiz a primeira comunhão. Acredito em Deus, ou pelo menos, acredito que existe um senhor todo poderoso de cabelos compridos que andou pelas montanhas a apregoar as suas crenças e com isso cativou milhares de pessoas, mesmo sem redes sociais! Mais do que eu nesta página (Fónix). Ao terceiro dia ressuscitou, cagou para os que o tramaram e foi de férias. Só comia pão e água, segundo dizem, e foi essa a sua ultima ceia com os apóstolos. Mais uma para eu gostar muito dele. Era Vegano, como eu. Tenho um sagrado coração de Jesus em casa. Tenho uma Santa Rita de Cássia em casa. É a Santa dos Impossíveis e das causas urgentes. A sério, tenho mesmo, e gosto de falar com ela. Só eu é que falo, ela nem pia. Ok podem dizer que eu tenho um estalo nos cornos valente, mas não é assim tão mau deixarem-nos a falar sozinhos. Acredito e vejo aqueles filmes todos do tempo de Jesus que passam na Páscoa e no Natal e acredito que existiu um Judas que o lixou bem lixado. Mas também agora temos muitos Judas e só não nos vão ao pacote se não puderem.

 

Mas isto tudo é para vos contar a minha experiência na missa. Foi de caixão à cova. Vim traumatizado.

 

Assim que entrei, fui olhado de alto a baixo, como se me tivessem a tirar as medidas do meu fato de treino de domingo. Não sei se se deveu ao facto de se ter de ir á missa de fato e gravata e eu não ter ido, ou se realmente gostaram mesmo muito da minha indumentária descontraída de riscas nas pernas. Juro que ia lavadinho por cima e por baixo. Uso muito o bidé para lavar as partes.

 

Sentei-me e constatei que:

 

O senhor Padre andou no corredor a atirar agua benta para cima de nós. Estavam lá pessoas bué excitadas que até esticavam a cabecinha para se molharem com a agua sagrada, mas o que ninguém viu foi o que eu vi! Atrás do altar estava um garrafão de agua Vitalis de 5 litros. A mim não me enganaram.

 

O gajo que esculpiu a imagem de nossa senhora da Conceição, com toda a certeza, deixou o curso a meio. Só de olhar a dita cuja, até ficava bêsgo.

 

As senhoras que cantavam aqueles cânticos todos lindos não entravam no conservatório nem que ressuscitassem 500 vezes.

 

Quem fez as hóstias, não percebe um c* de cozinha, aquilo estava com falta de sal que até doía.

 

Um dos rapazinhos que acompanha o Padre no altar olhou-me nos olhos mais de 1 minuto seguido. Isso é engate.

 

O senhor idoso que estava na minha frente na hora dos cumprimentos e alturas, não cumprimentou a mulher que estava ao lado direito dele, porque ela era preta. A do lado esquerdo era branca e ele deu-lhe um beijinho. (MEDO)

 

O Padre disse que Cristo estava sentado no céu à direita de Deus Pai todo Poderoso. Intrujão. Ele não sabe se isso é verdade porque não está lá em cima para ver. E pelo barulho que fez ontem quando choveu, provavelmente andaram a mudar a mobília toda de sitio lá no céu e escolheram outros locais para se sentarem.

 

Na hora de pedirem o dinheirinho, não dei nada! Na volta ainda encontrava o padre a comer farturas na roulote de sintra e eu ficava a pensar que eu é que lhe tinha pago a teta.

 

A senhora que estava na minha frente cada vez que se ajoelhava para pedir sabe-se lá o quê ao senhor, peidava-se.

 

Eu acabei por me ajoelhar também, mas não foi para nada do que já estão para aí a pensar. Juro.

 

Foi só para pedir muito a Deus que faça entender os que leram isto até ao fim, que isto não passa de comédia antes de me excomungarem armados em beatos perfeitos e ainda são mais falsos que eu quando digo que por ser Vegano cago bolinhas de sabão.

 

Sim, mas acredito em Deus, sou católico, juro. Ok, eu sei que agora é difícil acreditar em mim, mas vocês é que sabem.

 

Fui.

 

Incrivelmente Insólito

 

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publicado às 21:37


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